domingo, 21 de janeiro de 2018

Poesias de Dona Eliana

Dona Eliane em corpo e alma...Ela posiciona-se diante do microfone com um caderno na mão e sorri serena. “Que pênis gostoso de olhar/ Bata com ele na minha cara/ Coloque ele no meio do meus peitos/ Para eu saborear/ Que tesão que dá”. A voz é singela, doce, maternal. Ao final do poema, o clímax é da plateia: “Uh, Dona Eliane! Uh, Dona Eliane!” E a mansidão permanece no sorriso da poeta Eliane Souza, célebre moradora do Jardim Monte Azul, mãe de sete filhos, doméstica e que aos 53 anos é atração
sempre recebida com euforia no Sarau Verso em Versos.
Nem sempre ela fez poesias eróticas e nem sempre frequentou saraus. “Eu escrevia sobre as coisas do meu dia-a-dia, sobre meus amigos, familiares, alegrias e desgostos da vida. Quando soube do sarau, confesso, achava que era coisa de maloqueiro. Até que fui lá.” Dona Eliane conta que passou a enxergar o mundo de um jeito diferente. “Eram coisas que eu até já sabia mas não imaginava que podiam virar poesia e me ajudar tanto.” E assim os amores da mulher, o casamento de 30 anos desfeito e refeito em encontros “só pra sair” viraram versos, rimas, centenas de estrofes. E Dona Eliane segue serenamente sorridente. “Me entrego de corpo e alma, é maravilhoso mesmo.”

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