Transformação

Transformação
Entrevista com poetas

domingo, 11 de agosto de 2019

Breddas Warriors na Rádio Mixtura

Quarta Feira, 21 de AGOSTO de 2019 de 19:00 a 22:00
Breddas Warriors na Rádio Mixtura
Seletores: Gustavo Lopes, Rafael Moraes e Ricardo Carvalho
vai mandar só as pedradas.
www.radiomixtura.com.br
BIG UP!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Premio Sarau da Cooperifa 2019 para Sarau Verso em Versos​

Salve Salve. É um sentimento inenarrável receber um prêmio de uns dos quilombos culturais e periférico reconhecido e respeitado pelo Brasil
Terça feira 23 Julho 2019, o Sarau Verso em Versos​ teve a honra receber uma homenagem do Sarau da Cooperifa pela sua atuação que vem fazendo entre becos e vielas
Foram muitos brindes, sorrisos e abraços.
Esse prêmio é de todas as pessoas fez e faz contribuindo  para que sejamos uma realidade antes, hoje e sempre.
Seguimos a luta...
Gratidão....

Conheça nosso site www.versoemversos.com.br


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Verso em Versos homenageado no Sarau da Cooperifa

Salve Salve...amanha terça feira 23 de Julho as 20h.
O Sarau Verso em Versos terá a honra de ser homenageados no Sarau da @cooperifa.oficial 
Bora brindar essa celebração!
É muita emoção que não cabe no coração 
Até lá!


domingo, 14 de julho de 2019

Verso em Versos na Casa de Cultura Campo Limpo 2019

Queremos agradecer e dizer que o
Sarau Verso em Versos na Casa de Cultura Campo Limpo foi inspirador
Saudamos a Tula Pilar que participava do nosso sarau sempre com seu astral fenomenal.
Lançamos 5 Livros da Tendadaspalavras Embuscadasartes de Embu das Artes.
Microfone aberto tivemos crianças, jovens, adultxs e jovens da terceira idade.
Produção ficou por conta da @elchoqproducoes
Até a próxima!

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Ounje- Alimento dos Orixás apresenta Umoja no Sesc Ipiranga

Ounje- Alimento dos Orixás apresenta Umoja no Sesc Ipiranga
Terça-feira, 9 de julho de 2019 de 16:00 a 17:00

O Xirê com Grupo Umoja e Convidados.

A palavra xirê significa brincar, dançar, e denota o tom alegre da festa de candomblé, aonde os próprios orixás vêm a terras para dançar e brincar com seus filhos.
Durante o xirê, os orixás são saudados e louvados com cantigas e
coreografias próprias.
O Umoja trabalha com diversas linguagens artísticas, com ênfase nas referências às culturas afro-brasileiras e nos seus aspectos híbridos, danças dramáticas populares e musicalidades, cocos, maracatus, sambas rural, de roda, ciranda, afoxé e Xirê. Umoja na língua africana Swahili, falada na costa oeste da África, significa Unidade.


Dançarinas(os)
Arlete Alves, Ander Anastácio, Ainá Margot, Cau  Andrade, Carol Rocha Ewaci, Débora Marçal, Priscila Obaci, ROSI ELOY
Músicos
Alexandre Buda, Carlos de Xangô, João Vitor de jesus Aguiar

ENTRADA GRATUITA

SOBRE: Ounje- Alimento dos Orixás
Exposição propõe uma imersão artística na culinária e na cultura das religiões afro-brasileiras.

Produção: El Choq! Produções

LOCAL Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 822, 04203-000 São Paulo

LINK EVENTO
https://www.facebook.com/events/347665255918495/

quarta-feira, 19 de junho de 2019

domingo, 9 de junho de 2019

Verso em Versos na Casa de Cultura Campo Limpo​

Sábado, 15 de JUNHO de 2019 de 14:30 a 16:00
Local  Casa de Cultura Campo Limpo​
Rua Rua Aroldo de Azevedo, 100 - São Paulo
Ponto de referência Terminal Campo Limpo
Produção El Choq! Produções​
LINK DO EVENTO
https://www.facebook.com/events/2031175430518756/
MAIS INFORMAÇÕES
www.versoemversos.com.br

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Oganilu - O Caminho do Alabê de Vitor da Trindade

Oganilu, O caminho do Alabê, foi escrito nos anos de 2017 e 2018 e faz referência e reverência ao Ogan Alabê e tudo o que envolve este personagem que é o Mestre de Tambores da Orquestra dos Orixás, formada pelas vozes, pelo Gan, pelos atabaques e também pelo Xequerê.

Neste livro, focado especialmente nos Ogans do Ilê Axe Jagun, casa de candomblé que fica no Taboão da Serra, na Grande São Paulo vem contar um pouco da história e vida deste profissional do sacerdócio afrodescendente.

Colaborando- na desmistificação da religião, em sua relação com o leigo, e também no diálogo do Ogan com os seus parceiros de fé, buscando compreender sua vivência na sociedade tanto dentro como fora do Candomblé. Pois tanto para o Alabê como para as outras pessoas, trazemos aqui a abertura de um diálogo que pode trazer benefícios tanto ao iniciando e iniciado, como a aqueles que têm o Candomblé como objeto de estudo, ou simplesmente aos simpatizantes.

A música e a musicalidade dos Ogans é construtora da Música Popular Brasileira, moderna,
antiga e do futuro, e também com grande influenciamento sobre a música clássica europeia
criada no nosso país.

Este livro, seus bate-papos e palestras ilustradas, vão discutir estes vários pontos em seus
textos, apresentando a comunidade brasileira o Ogan Alabê sua virtuosidade e seu
conhecimento como sacerdote dos Orixás.

COMPRE AQUI

Sobre o Autor

Neto do renomado Poeta recifense Solano Trindade e filho da Artista Plástica Raquel
Trindade Vitor da Trindade é formado em música popular e mestrando em Etnomusicologia
pela USP, iniciando em 2019.

É profissional de música brasileira há mais de 40 anos, ensinando, e se apresentando como
performer e músico através de 04 continentes, incluindo a Ásia, África, Américas e Europa.
No Brasil apresenta-se tambem como palestrante e professor de cultura afro brasileira, em
espaços como o Masp e Sesc e universidades como Uniso, Usp e outros dentro e fora do
estado de Sã Paulo. Em todos estes trabalhos Trindade está sempre preocupado de manter
viva a cultura afro-brasileira, seguindo os passos de seus antepassados Raquel Trindade,
Margarida Trindade e Solano Trindade.

Vitor tem 07 discos próprios gravados, AYRÁ OTÁ, Vitor da Trindade e Carlos Caçapava
(2001), REVISTA DO SAMBA (2002), OUTRAS BOSSAS (2005), REVISTA BIXIGA
OFICINA DO SAMBA (2006), HORTENSIA DO SAMBA (2011), SAMBA DO
REVISTA(2014), OSSÉ, Vitor da Trindade (2015).

Oganilu, o Caminho do Alabê é seu primeiro livro.
Arte:
Cassimano
Revisão:
Luiz Carlos Teixeira de Freitas
Ilustrações:
Maria Trindade
Apoio cultural:
Agência Popular Solano Trindade

terça-feira, 28 de maio de 2019

Verso em Versos na Casa de Cultura Campo Limpo

Sábado, 15 de JUNHO de 2019 de 14:30 a 16:00
Local Casa de Cultura Campo Limpo
Rua Rua Aroldo de Azevedo, 100 - São Paulo
Ponto de referência Terminal Campo Limpo
Produção El Choq! Produções
MAIS INFORMAÇÕES
www.versoemversos.com.br

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Poemas | 1913-1956 - Bertolt Brecht

Uma literatura, seja de qual gênero for, é uma biografia, ainda que indireta, de seu autor e/ou tempo. Mas também pode ser atemporal, caso fale de anseios e frustrações pertinentes a qualquer época ou de questões da natureza humana.

Poemas 1913-1956, de Bertolt Brecht (Editora 34, 2012), é as duas coisas: é biográfico, porque o autor conta parte de sua trajetória ao mesmo tempo que fala sobre a ascensão do nazismo na Alemanha, e é atemporal, porque trata de questões que tocam a quase todos nós, mesmo quase cem anos depois.

O livro tem menos de um quarto dos poemas escritos por Brecht, que, além de poeta, foi um dos mais importantes dramaturgos do século XX. Paulo César de Souza, quem traduziu e selecionou os textos, diz que a seleção levou em consideração beleza e representatividade da obra geral, mas que a “traduzibilidade” foi elemento indispensável. Quer dizer: ele considerou se o texto mantinha sua ideia original depois de traduzida. Esse é um ponto em todas as traduções. Às vezes um texto só faz sentido em sua língua original, porque carrega histórias e sentidos regionais, questões singulares daquela cultura.

Poemas tem oito divisões temporais, feitas de acordo com a trajetória de Brecht. Em todas elas o poeta fala sobre a vida comum: os laços humanos, um dia bom ou ruim, o amor romântico, relação de pais e filhos, a natureza e suas manifestações; mas também sobre a sua causa: a luta social foi norteadora de seus trabalhos escritos. Há homenagem aos trabalhadores; saudações e críticas à esquerda, poemas sobre organização coletiva, responsabilidades individuais na luta, a ascensão do nazismo e a retórica inflamada e vazia do pintor, como ele chamava Hitler, e seus aliados (lembra alguém?).

Há muitos poemas que tratam do que foi sua principal fonte de vida e luta: o teatro. Brecht fala sobre a construção de uma peça, de como considerava importante fazer seus espetáculos para e junto do público, para que não fosse uma arte vazia. Há homenagens a atores; atrizes; colaboradores das peças; companheiros e companheiras de vida, enfim, gente com quem ele construiu a trajetória na junção da arte com a luta.

Nomes como Rosa Luxemburgo, Walter Benjamim, Máximo Gorki e Vladimir Lenin são eternizados pelo poeta. Ele nos conta ainda sobre sua vida no exílio provocado pelo nazismo, sobre lugares e pessoas que conheceu e sobre o sentimento de estar longe de casa.

É um livro denso, com muitas referências, um relato direto de quem viveu e se sensibilizou com um tempo nebuloso. São aulas sobre história política e sobre a construção de um dos teatros mais importantes do último século; tudo isso em versos, quase todos livres. Uma leitura que vale cada minuto que nos dedicamos.

O mais impressionante dessa seleção é como ela fala com nosso tempo. Alguns poemas parecem pensados para os protofascistas com quem temos lidado nos últimos meses.

Ouvi dizer uma vez que há estudiosos que não aprovam traduções literárias de qualquer gênero, ainda mais de poemas, porque a proposta original acaba sendo perdida. Em parte é possível que isso aconteça, como já comentado. Há textos que possuem referências muito específicas e cujo sentido completo está na língua original, mas não parece o caso desta seleção. Pode até ser que ler “Lista de preferência de Orge” (p. 48), “A despedida” (p. 137) ou “O cordão partido” (p. 142), três dos textos mais tocantes que já li na minha vida, em suas versões originais seja uma experiência maior. Mas, enquanto não aprendemos alemão, ficamos com o português. Perdemos por um lado, mas ganhamos por outro. Ganhamos principalmente por saber que arte e luta andam juntas desde muito, que compartilhamos sentimentos com um dos maiores escritores do século XX, que a resistência antifascista é antiga e que ela não foi derrotada, nem apagada no passado. E também não o será agora.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Jongo Embu - Z'África Brasil projeto TERRITÓRIOS - Sesc Pompeia

Salve Salve família ! El Choq! Produções está participando da produção do projeto TERRITÓRIOS do Sesc Pompeia que vai acontecer dia 23 de maio até 26 de maio 2019.
Só show maravilhoso! Nós precisamente estaremos na missão das celebrações abaixo. VAMOOOO

* Sábado, 25 de maio de 2019 de 21:00 a 23:30
Territórios apresenta: Z'África Brasil e Banda Lançamento em Vinil duplo do álbum Antigamente Quilombos Hoje Periferia Participações Especiais Nalla - Lino Krizz - Thaide 

* Domingo, 26 de maio de 2019 de 18:00 a 21:00
Territórios apresenta Jongo Embu das Artes no Sesc Pompéia

#Elchoq 
#elchoqproducoes 
#agsolanotrindade 
#radiomixtura
#RedeSaoLuis


sexta-feira, 29 de março de 2019

Papo de loko Primeiro episódio Daniel Minchoni e Marco Phé

Papo de loko é uma websérie poética onde a cada semana será lançado um vídeo com diferentes convidados, poesias e temas.



sábado, 23 de março de 2019

Breddas Warriors na Radio Mixtura

Quinta-feira, 4 de abril de 2019 de 19:00 a 22:00

Breddas Warriors na Radio Mixtura
Seletores: Gustavo Lopes, Rafael Moraes e Ricardo Carvalho vai mandar só as pedradas.
www.radiomixtura.com.br
BIG UP!
https://www.facebook.com/events/304049776940581/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Boas vindas a mais nova colaboradora do site do Verso em Versos

Salve salve família

O site Verso em Versos esta com uma nova colaboradora para ajudar alimentar nosso portal de conteúdo importantíssimos.

Patricia Sodré professora de Historia moradora de Paraisópolis...

bora dar as boas vindas a elas.

Gratidão e luz na caminhada

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

MUDAS | falas são sementes em germinação - Slam das Minas SP

Quando uma mulher escreve, uma revolução se inicia. Quando muitas mulheres escrevem numa antologia, a revolução está em pleno curso.

Foto: divulgação
Vinte e cinco mulheres plantaram suas poesias em Mudas | falas são sementes em germinação (Conecta Brasil, 2018), uma compilação organizada pela coletiva Slam das Minas SP, batalha de poesias itinerante de São Paulo.

Na coletânea as poetas falam das muitas maneiras de ser mulher. Se você me permitir um clichê, elas falam sobre a dor e a delícia de se ser. Versam sobre religiosidade, origens, coletividade, solidão, protagonismo, saúde mental, representatividade, masturbação, afeto, maternidade... São textos que cultuam o feminino e nos demonstram que tudo nele é sagrado, até o que for profano.

Nomes conhecidos da cena - grandes na singularidade, maiores no coletivo - compõem a publicação. Entre elas, Pam Oliveira, Aline Anaya, Jade Quebra, Mariana Felix, Carolina Peixoto, Thata Alves, Rayane Leão, Mel Duarte, Luz Ribeiro...

A capa é da Negahamburguer, artista conhecida pelo projeto Beleza Real, e a apresentação da Tatiana Nascimento, poeta, slamer e uma das articuladoras do Slam das Minas do DF - primeiro slam onde só minas falam, uma forma de acolher e fortalecer elas nesse rolê. 

O livro é um lembrete de que "a história do mundo saiu de um útero" e que o feminino não é só o futuro, mas também o presente.

Pra saber mais: Slam das Minas SP

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Filme o "Marighella" estreia no Festival de Berlim

Filme do Marighella.
Jajá nas telas

Esse é o pôster do filme "Marighella", inspirado no livro de Mário Magalhães.

Com Seu Jorge no papel do guerrilheiro e direção de Wagner Moura, "Marighella" estreia no Festival de Berlim no próximo dia 15.

A estreia nos cinemas brasileiros está prevista para abril. Enquanto isso, que tal ler o livro que o inspirou?
Leia a sinopse completa: https://www.versoemversos.com.br/2019/02/filme-o-marighella-estreia-no-festival.html

A vida de Carlos Marighella (1911-69) foi tão frenética quanto surpreendente. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar - a Ação Libertadora Nacional -, esse mulato de Salvador era também um profícuo poeta, homem irreverente e brincalhão.
Nesta narrativa repleta de revelações, o jornalista Mário Magalhães investiga as várias facetas do biografado. Em ritmo de thriller, reconstitui com realismo desconcertante passagens pela prisão, resistência à tortura, operações de espionagem na Guerra Fria e assaltos da guerrilha a bancos, carros-fortes e trem-pagador. Mas também recupera a célebre prova de física respondida em versos no Ginásio da Bahia e poemas de amor.
Isso sem negligenciar a influência internacional de Marighella e seu "Minimanual do guerrilheiro urbano", guia que correu o mundo e virou cult nos anos 1960. Traduzido para dezenas de idiomas, é tido hoje como um clássico da literatura de combate político, e levou Jean-Paul Sartre, admirador do estilo de seu autor e de sua disposição para a ação audaz, a publicar artigos seus na revista Les Temps Modernes.
Proclamado pela ditadura militar como seu inimigo número um, o guerrilheiro foi morto em uma emboscada policial em São Paulo, na noite de 4 de novembro de 1969. Do início ao fim, esta biografia de tirar o fôlego apresenta informações inéditas sobre a trajetória de Marighella e o atribulado e apaixonante tempo em que ele viveu.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Secretario de Cultura de SP capital Alê Youssef recebe representante de Saraus e Slams

O Secretario de Cultura do município de SP Alê Youssef recebe representante de Saraus e Slams em seu gabinete.

Declaramos aqui apoio aos representantes e agradecemos o secretario por ter nos recebido e visto nossa proposta como positiva

Valeu Sarau do Binho, Sarau Perifatividade, Sarau Encontro das Utopias, Sarau do Burro, Menor Slam do Mundo e Slam do Corpo nos sentimos representados

Seguimos

sábado, 5 de janeiro de 2019

Aonde é o rolê? com Verso em Versos na Agência Solano Trindade.


Tivemos a honra de receber o veículo de comunicação Aonde é o role? em nosso aniversário de 6 anos que aconteceu em nosso quilombo Agência Solano Trindade.

Foi uma celebração de acolhimento e o programa Aonde é o role? registrou  maravilhosamente.

O programa conta um pouquinho do Verso em Versos e também fala do futuro e algumas estratégias para 2019.

Queremos agradecer toda a equipe que teve uma sensibilidade incrível desde as pergunta até o registro e edição do vídeo

Que venha mais programas maravilhosos tanto quanto esse que tivemos a honra de participar e os passados…

LUZ NA CAMINHADA Aonde é o role? E CONTE COM Verso em Versos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Verso em Versos nos 465 anos de SP

Verso em Versos nos 465 anos de SP
Sábado, 26 de janeiro de 2019 de 17:00 a 18:30
Local Casa de Cultura Campo Limpo
Rua Rua Aroldo de Azevedo, 100 - São Paulo
Ponto de referência Terminal Campo Limpo
LINK DO EVENTO
https://www.facebook.com/events/918322521845204/













domingo, 30 de dezembro de 2018

Verso em Versos nos 465 anos de SP

Sarau Verso em Versos faz parte da programação Aniversário São Paulo que vai completar 465 anos.
SÁBADO, 26 de Janeiro às 17:00 – 19:00
Local Casa de Cultura Campo Limpo
Rua Rua Aroldo de Azevedo, 100 - São Paulo
Ponto de referência Terminal Campo Limpo
Mestres de cerimônia
Aline Anaya + James Lino + Jaime"Diko" Lopes + Isac Andrade
Produção de El Choq Produções
LINK DO EVENTO
https://www.facebook.com/events/918322521845204/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Luana Bayô na celebração de 6 anos de luta do sarau Verso em Versos

Luana Bayô na celebração de 6 anos de luta do sarau Verso em Versos
Lançamento Coleção Sambas Escritos produzido por Samba Sampa

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Verso em Versos - Litera Campo - Sesc Campo Limpo

Quinta Feira 13 Dezembro 2018 das 19h:30 A 21h antologia do sarau Verso em Versos vai ser lida pelo #LiteraCampo, que é o clube de leitura do Sesc Campo Limpo ! eeeeeeeeeee

Jaime"Diko" Lopes, James Lino , Aline Anaya, dona Eliane e Isac Andrade estarão por la para dialogar sobre como foi o  processo de fazer o livro junto Gessé Silva que diagramou o livro com a filinha dele que tem 6 ano de idade e chama Sosso e ajudou fazer a capa.

Nossa mana poeta Mel Duarte também estará presente ela compartilhou uma de suas poesias na antologia e mediando a conversa sera nossa mana Jenyffer Nascimento....

MAIS INFORMAÇÕES VEJA NO SITE DO SESC SEGUE O LINK ABAIXO

https://www.sescsp.org.br/programacao/175002_LITERACAMPO+ANTOLOGIA+DO+SARAU+VERSO+EM+VERSOS?fbclid=IwAR2k8LvbM7iTFSF5G4GHkWAAMWoNPH0K8O8jWYwhBGy-sOfWQyCESjQunMk

domingo, 9 de dezembro de 2018

Sarau Verso em Versos está no Festival Percurso!

Olá!

Estamos no Festival Percurso 2018 como Mestres de Cerimônia!

Confira abaixo a programação!

Ajayô Samba do Monte - Festival Percuso 2018*
Domingo 9 de Dezembro de 2018 das 12h as 19h
A 8a roda do Ajayô Samba do Monte acontece como parte das atividades do Festival Percurso de 2018.

Aniversário - 10 anos de Samba do Monte (2008 - 2018);

Encontro das Velhas Guardas do Samba em São Paulo presença confirmadas.

+ Zé Maria da Peruche

+ Seu Carlão, da Unidos do Peruche

+ Bernadete Cantora, da Unidos do Peruche

+ Ideval Anselmo, da Tom Maior. Camisa Verde e Branco, Rosas de Ouro;

+ Seu Carlinhos, da Unidos da Vila Maria

+ Silvio Modesto, da Pérola Negra

+ Marco Antonio, da Nenê da Vila Matilde

+ Dadinho, da Camisa Verde e Branco

Saudação aos Orixás   Nanã e Oxalá 

Afoxé Amigos de Katendê

Roda de samba com Roberta Oliveira, Raquel Tobias e o Bando de Lá

Diálogo sobre os Orixás com Mestre Aderbal Ashogun (RJ)

Arte e ambientação: Rodrigo Bueno do Mata Adentro e Jair Guilherme do Balaio Ateliê.

TRANSMISSÃO AO VIVO pela Rádio Mixtura

Exposição dos painéis de Jair Guilherme Filho que retrata os 16 orixás

TRAGAM CRIANÇAS

LOCAL* : Praça Do Campo Limpo no CITA

PONTO DE REFERENCIA* 5 min andando do terminal de ônibus do campo limpo


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A representação do brasileiro na literatura e a importância de uma escrita literária afrocentrada


A literatura rompe com o lugar comum da fala empregando um modo próprio de se expressar. Entretanto essa arte não se aparta da realidade já que a usa como referência, mas exige dos seus adeptos, isto é, do escritor, que esteja conectado com o mundo do qual a sua linguagem irá partir. Por essa razão é que a escrita periférica tem sido tão peculiar: ela agrega o colorido das pessoas e das favelas subjugadas pela elite e apagadas pelo poder público e, ao tratar da situação do negro, o empoderamento é mais contundente quando essa escrita é afrocentrada, isto é, praticada por autores negros.



Percebendo a importância de se acessar a seara literária com uma produção afrodescendente, a editora Quilombhoje – por exemplo –, dá visibilidade a uma escrita desprestigiada pela Academia dos cânones da Literatura brasileira e, há mais de quarenta anos, tem formado autores e leitores negros em diferentes periferias do Brasil na prosa e na poesia por meio dos seus “Cadernos negros”.

Essa literatura revela a capacidade de superação, do amor na infância, da dúvida no futuro, da morte e de tantos outros temas universais que perpassam, também, a existência e as mãos pretas. Entende-se, assim, que a produção literária negra é uma celebração e uma libertação, além de engendrar uma rica estética na poesia, na crônica e no conto brasileiro.

Como a linguagem literária chama a atenção sobre si mesma, as marcas de oralidade, os coloquialismos e a quebra da sintaxe formal presente nos muitos autores da periferia, delegam ao leitor a tarefa de mergulhar numa realidade provocativa e perturbadora, decifrando gírias, galgando ritmos e conectando uma sintaxe popular com o lugar de fala desses escritores e escritoras negros e negras, que não explicam sua obra, mas também não negam os clássicos, conforme advertiu Solano Trindade. Nessa escritura independente, publicada longe das grandes editoras e lançada nos vários saraus espalhados pelas cidades é que o leitor encontra o que há de mais visceral na literatura afroscentrada.

No entanto, essas obras não tratam de uma escrita da ou para a periferia, mas uma escrita Na periferia, de uma perspectiva inerente no morador mais afastado dos centros urbanos das cidades brasileiras, a exemplo do que fez Carolina Maria de Jesus em seu “Quarto de despejo”, já que ela transgride o imediatismo da sua realidade por meio de uma imersão metafísica e poética na sua condição de favelada, ou de “uma mulher cujo pecado foi a maternidade” e tal qual Carlitos sonha ser mais do que aquele lugar a limita.

Eu durmi. E tive um sonho maravilhoso. Sonhei que eu era um anjo. Meu vistido era amplo. Mangas longas cor de rosa. Eu ia da terra para o céu. E pegava as estrelas na mão para contemplá-las. Conversar com as estrelas. Elas organisaram um espetaculo para homenagear-me. Dançavam ao meu redor e formavam um risco luminoso.
Quando despertei pensei: eu sou tão pobre. Não posso ir num espetaculo, por isso Deus envia-me estes sonhos deslumbrantes para minh´alma dolorida. Ao Deus que me proteje, envio os meus agradecimentos.
(Carolina Maria de Jesus)

Acerca disso Antonio Cândido postulou que o escritor não fica alheio ao grupo social o qual pertence seu público leitor, visto que a obra literária se condiciona a ele em certa medida dialógica, modificando o seu comportamento e formando uma identificação que pautará, muitas vezes, a sua obra.

Por isso, todo escritor depende do público. E quando afirma desprezá-lo, bastando-lhe o colóquio com os sonhos e a satisfação dada pelo próprio ato criador, está, na verdade, rejeitando determinado tipo de leitor ideal em que a obra encontrará verdadeira ressonância. Tanto assim que a ausência ou presença da reação do público, a sua intensidade e qualidade podem decidir a orientação de uma obra e o destino de um artista
(Cândido 2011)

Em outras palavras, a obra periférica é uma construção social em colaboração entre escritor, escritura e o público leitor; o lugar de fala, outrossim, também é preponderante nessa literatura tão peculiar aos seus praticantes.

Essa pegada literária do lugar-personagem é uma inovação interessante. Não é mais objeto dos devaneios românticos sobre a paisagem, não é mais fator determinista das ações como no Naturalismo, não é mais índice nacional como no Modernismo, nem cenário hiper-real do Pós-Modernismo. É um local eloquente, um fator literário e textual forte tão importante quanto seus habitantes
(HOLLANDA, Heloísa B de. Apresentação. In: VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia, 2011)

Produzir literatura no Brasil tinha sido um privilégio apenas da elite desde a gênese do registro literário brasileiro. No entanto, do clamor por espaços públicos mais plurais, por arte e por educação de qualidade, o poeta-cidadão declamou a revolta de um “povo lindo e inteligente” inserido numa realidade pulsante de lirismo contra o flagelo do silenciamento forçado a partir da negação da liberdade artística. Esse cidadão-poeta se percebeu poeta e se encontrou cidadão, não aceitando a exploração dos seus, desprovidos de oportunidades e encolhidos por políticas medíocres cujas medidas apenas fomentam o apagamento do protagonismo da periferia no cenário cultural brasileiro.

Embora seja consenso entre autores como Massaud Moisés,  Alfredo Bosi e Antonio Cândido, três dos maiores críticos da nossa literatura, que a escrita brasileira passou a ter as feições do Brasil a partir do século XIX, é sabido que uma enorme parcela desse Brasil não participava da literatura e quando era mencionada, não protagonizava sua própria história ( Bertoleza e Rita Baiana em “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, são exemplos disso, pois representam uma caricatura da mulher brasileira desprestigiada por ser afrodescendente, ocupando apenas o espaço da hiper-sensualização e da total submissão ao homem branco), logo personagens como a mulher questionadora no poema “Academia”, de Débora Garcia são mais sensíveis ao retrato da negritude brasileira legítima, que impõe sua originalidade ao olhar fantasioso e falacioso de parte da academia literária que ainda sofre do complexo de colonizado:

Academia


A negra quer dançar
E com fé saudar seus orixás
Saias rodadas
Adornos da fé.
[...]
Todos a aplaudem
Na academia
Cultura negra
Entretenimento é?

A negra quer falar
Sua condição denunciar
Ela sabe argumentar,
questinoar, responder,
ações afirmativas defender.
[...]
O salão esvaziou-se
Na academia.

Cultura negra
Entretenimento é.

(Débora Garcia)

Desse modo aliterações e assonâncias combinadas a versos irregulares, pouco comuns na poesia cânone, porém difundida entre os poetas periféricos, visa a criar uma sensação de movimento dinâmico na ação poética que tem a dança ou a música como elementos centrais – como nos versos “Gira a roda / A roda gira / Todos a aplaudem / Na academia” –, deixando evidente o quanto a poesia negra tem a contribuir com os estudos literários brasileiros, visto que a “roda”, isto é, o movimento circular ritmado personificado na roda “de expectadores” ou “da vida” é o símbolo da mudança de paradigma social protagonizado por agentes negros e negras que passaram a figurar na arte escrita do Brasil apenas no início do século XX em autores que ainda são pouco prestigiados no nosso século, salvo Solano Trindade, Lima Barreto, Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus.

Se os autores periféricos não fossem engajados, ou se fossem alheios à sua realidade, talvez a escrita que praticam continuaria no obscurantismo de classificações genéricas como “marginal” ou qualquer outra que não lhe conferiria prestígio. Entretanto, o engajamento do escritor-cidadão torna a sua arte única, consumível e diligente. Negar isso, é negar o que seja a própria Literatura.

[...]Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção.Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nascem da múltipla escolha.A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer.Da poesia periférica que brota na porta do bar.[...]Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.[...]
(Sérgio Vaz, 2011)

Nesse trecho do “Manifesto da antropofagia periférica”, a exemplo do que fez Oswald de Andrade no seu próprio manifesto de 1928, Sérgio Vaz verbaliza o sentimento dos agentes-escritores-engajados-cidadãos da periferia em efervescente atividade cultural no início do século XXI e, apresentando um nicho da sociedade que ainda não havia sido devidamente representado na cena literária brasileira, também proprõe uma revisão da história dessas pessoas ao lembrar da luta pela resistência e liberdade dos afrodescendentes que migraram da senzala para a periferia, essa “senzala moderna”, mas hoje protagonizam a retomada de consciência de que ocupar os espaços de poder é o meio mais efetivo para reparar a exclusão secular que gerou uma cultura de medo e acovardamento diante da exploração de um estado escravocrata sofrido desde o tempo do cativeiro pelos filhos e filhas dos primeiros negros que povoaram as áreas mais afastadas dos centros urbanos: as periferias. Assim, a antropofagia periférica não corresponde apenas à estética dos seus artistas, mas também à necessidade de não se limitar ao perímetro urbano, deixando-o apenas para servir ao patrão.

Finalmente pode se dizer que o “artista-cidadão”, ou seja, o artista da periferia é dotado da sensibilidade necessária para refletir na obra o seu lugar de fala, cuja especificidade o torna difícil de ser representado por aqueles que não vivem ou já tenham vivido numa construção irregular e mal acabada de alguma rua estreita e pouco iluminada, ou de uma viela ou escadão com portas e janelas improvisadas em meio ao esgoto a céu aberto e aos santinhos políticos em ano de eleição. A estética da periferia guarda consigo um movimento literário de grande potência nacional, numa rede de células que se agitam e corroboram para visibilizar a própria periferia. Essa é a rede dos saraus e dos slams que representa a voz do brasileiro que está no alicerce da nação.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Verso em Versos IV Circuito CITA - Cultura Tradicionais e Periferias

Hoje 30 de novembro as 20h o Sarau Verso em Versos IV Circuito CITA - Cultura Tradicionais e Periferias homenageia nosso mestre Geraldo Magela. Cheguem com sua voz, sua música, sua poesia. TRAGA CRIANÇAS R. Aroldo de Azevedo, 20 - Jardim Bom Refugio- São Paulo Praça do Campo limpo 5 minutos a pé do Terminal Campo Limpo https://www.facebook.com/events/542606439518475/

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Sarau de Cordas recebe Verso em Versos na última do ano

Salves!

Neste Sábado tem Sarau de Cordas, em sua ultima edição do ano, receberá o cantor Vitor da Trindade e o Sarau Verso em Versos!

Não perca esta oportunidade e venha declamar sua poesia!

Mais informações no link!

https://www.facebook.com/events/1376286719174437/?ti=as

ULTIMO SARAU Verso em Versos DE 2018



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Sarau: um expediente a serviço da liberdade popular


“O sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhado abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que fazer [...] no sarau não é essencial ter cabeça nem boca, porque, para alguns é regra, durante ele, pensar pelos pés e falar pelos olhos.

Inúmeros batéis conduziram da corte para a ilha senhoras e senhores, recomendáveis por caráter e qualidades; alegre, numerosa e escolhida sociedade enche a grande casa, que brilha e mostra em toda a parte borbulhar o prazer e o bom gosto”.
(MACEDO, Joaquim Manoel de. A moreninha)

Diferente desse sarau burguês em que pensar e falar é irrelevante, na periferia o sarau não é apenas um lugar, um “mic” ou um evento social onde os participantes estão ali “de rolê”. O sarau é um importante instrumento de resistência da cultura popular periférica, organizado e compartilhado pelo operário que, por algumas horas, comunga a poesia entre os seus pares.

Esse expediente é o legítimo lugar de fala do artista popular, sobretudo poetas, preocupado em fazer da sua arte um meio de combate contra a vilania dos maus patrões, das políticas abusivas e da alienação do povo pobre subjugado por uma elite escravocrata que centralizou a cultura, afastando-a da periferia. Por isso os saraus entre becos, vielas, praças e bares têm sido os legítimos espaços de democratização da literatura.

O poeta Sérgio Vaz, um dos fundadores de um dos mais importantes saraus da zona sul paulistana, em entrevista para a TVT mencionou que  por estar abandonada, sobrou apenas os alunos e os professores na escola, e esses últimos levaram a rua para dentro dela a fim de que todos fossem resgatados, inclusive eles próprios. O “levar a rua” é exatamente apresentar para a juventude pobre a força dos saraus de periferia, essa sociedade de poetas vivos que dialoga Com eles.

Por essa razão que figuras como Vaz, Jefferson Santana, Jaime “Diko” Lopes (fundador do Verso em versos), Thata Alves (fundadora do sarau da ponte pra cá) e tantos outros articuladores culturais são importantes para a literatura brasileira e para a cultura periférica e, justamente por fomentarem o consumo e a produção da legítima arte do Brasil, são comparáveis aos idealizadores da Semana de arte moderna de 1922 ou da Tropicália da década de 1970. No entanto, a cultura da favela não precisa desses rótulos porque ela é o mundo manifesto no traço do verso martelado na condução, na pausa para o almoço, na fila do banco, entre uma faxina e outra ou durante o sarau mesmo.

O sarau acontece à noite, pois é no apagar das luzes “do serviço” que as pessoas se reunem para fazer poesia e, ao menos uma vez por semana, compartilhar versos, discursos e sonhos com aqueles cuja força motriz é a poesia, é a literatura marginal periférica que traduz o seu interior.

Ademais, a literatura marginal ensinada nas escolas brasileiras não contempla a arte da periferia, sequer a considera uma expressão legítima da arte. Todavia a potência da literatura popular estimula os professores mais engajados a levá-la consigo para dentro da sala de aula. Assim, o aluno passa a compreender que a literatura marginal periférica não é apenas uma forma artística, mas uma expressão da resiliência de um povo que já produzia literatura muito antes de saber que aquilo que faziam fosse arte.

Por conseguinte, muitos escritores periféricos retornaram à sala de aula para aprender mais sobre si mesmos e sobre como resgatar a identidade na sua “quebrada”, visto que, além de apresentar a literatura para seu povo, o sarau também pode formá-lo de maneira crítica e engajada para que perceba a importância de caminhar junto com o “artista cidadão”, isto é, o artista sem mídia e que não é menor por isso.

Atualmente há saraus nos mais variados formatos, até mesmo itinerantes como os Poetas ambulantes, que têm levado a experiência da literatura para dentro das conduções diárias onde estão os trabalhadores que não podem frequentar o sarau em seu espaço físico. Entretanto, há quem diga que o sarau tenha perdido sua essência pela profusão de grupos que têm surgido nos últimos anos dispostos a realizar esse trabalho de fomento da cultura periférica justamente por não darem espaço ao livro, isto é, ao texto escrito, motivo pelo qual a literatura é tão importante como catalisadora das potencialidades do indivíduo, sobretudo em condições de vulnerabilidade social.

Muitos saraus acontecem no “buteco”, ponto de encontro histórico do trabalhador que o tem como um lugar de alívio pós-expediente – o “Happy hour” –, que foi ressignificado pela poesia, tornando-se, se já não era, o centro cultural da periferia. Sobre isso afirma Antonio Cândido (2011) 

A literatura é coletiva, na medida em que requer uma certa comunhão de meios expressivos (a palavra, a imagem), e mobiliza afinidades profundas que congregam os homens de um lugar e de um momento, para chegar a uma “comunicação”.

Nas palavras desse célebre professor, o espaço literário comum aos membros de um grupo social corrobora para que a comunhão entre eles eleve o seu nível de humanidade de tal modo que fortalece os laços afetivos dessa comunidade, sobretudo o sentimento de pertencimento ao lugar que aos poucos tem se incluído na cena cultural brasileira. Isso agrega significativo valor à juventude periférica.

Michèle Petit (2008), antropóloga francesa, conviveu muito tempo com os jovens marginalizados de grandes cidades francesas para confirmar o poder elucidatório, redentor e modificador da leitura nos jovens:

Para a grande maioria dos jovens dos bairros marginalizados, o saber é o que lhes dá apoio em seu percurso escolar e lhes permite constituir um capital cultural graças ao qual terão um pouco mais de oportunidade [...]

Petit também evoca o fato de que a leitura permite ao jovem a apropriação de um uso mais competente da língua, pois, muitas vezes, a falta disso representa um entrave social para ele. O sarau, portanto, desafia o indivíduo a superar sua limitação linguística para transpor as limitações que possa encontrar na linguagem.

Por fim, graças aos saraus a literatura periférica tem conquistado mais espaço no cenário literário nacional como uma arte legitimamente marginal, do povo, de luta e de resistência. E ainda há quem os chamem de quilombos culturais.

domingo, 4 de novembro de 2018

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Poster Verso em Versos 6 anos de resistência

Poster Verso em Versos 6 anos de resistência SÁBADO, 27 de Outubro às 11:00 – 23:00 Véspera de eleição Rua batista crespos 105 na Agência Solano Trindade Ponto de referência Terminal Campo Limpo MAIS INFORMAÇÕES LINK DO EVENTO https://www.facebook.com/events/500500150402988/ El Choq! Produções Ilustração Julio Falas

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Verso em Versos 6 anos de resistência

*Verso em Versos 6 anos de resistência*
SÁBADO, 27 de Outubro às 11:00 – 23:00
*Véspera de eleição
Rua batista crespos 105 na Agência Solano Trindade
Ponto de referência Terminal Campo Limpo
MAIS INFORMAÇÕES