sexta-feira, 27 de março de 2026

Monique Alves

Como a poesia chegou na sua vida?

 A poesia chegou muito cedo, mas demorou a me pegar. 

Minha vó durante muito tempo escreveu poesias, acrônimos e essas coisas em cadernos e recitava para nós ou dava de presente nas festas de família. 

Minha mãe lia muitos livros de poetas e tinha amigas e amigos poetas, mas aquilo era muito distante de mim. A linguagem não me fazia sentido. 

Então por mais que estivesse na minha vida, ela tava meio distante. Só quando veio a pandemia que eu realmente senti a necessidade de escrever pra organizar meus sentimentos e aí veio o PJMC onde conheci saraus e slams, e realmente comecei a escrever e expor, pois encontrei a literatura periférica, que foi onde me reconheci.

Como você era antes da poesia?

- Acho que sempre fiz poesia, para além dos textos, mas eu guardava demais as minhas emoções e explodia em crises de borderline, tinha muito medo de expor uma série de coisas sobre o que eu pensava e como via o mundo. E por “conhecer” vários poetas, tinha muito medo de expor o que eu escrevia e não ser considerado poesia pois até então eu não conhecia ninguém que fazia poesia com o meu jeito de escrever e sobre o que eu queria escrever.

Quem é você depois da poesia?

- Uma pessoa que entendeu a força das palavras e o quanto é importante expressarmos o que sentimos e como entendemos o mundo e a vida. Hoje eu tenho segurança de expor como me sinto e o que penso, mesmo que isso já tenha sido distorcido e mal interpretado, mas vejo a importância de escrevermos para nos organizarmos mental e emocionalmente, mesmo sem expor. Acho que o palco não é uma necessidade para fazer poesia, tenho zero pretensões de ser artista e entendi que sou poesia pura. Ela escorre por mim e de mim!

Sobre ter fé - 25/07/23.

Me questionaram se eu só sabia escrever sobre putaria e desamor

Mas é que é mais fácil explanar que sou cadela de macho que assumir que viver nem sempre é fácil 

E pode não parecer, mas eu sou tímida. E hoje vou aproveitar que tamo só entre nois pra deixar vocês me conhecerem. 

E nem é sobre me apresentar 

É sobre escancarar

Oi, eu não só me chamo, como sou a Monique. 

De nascença Monique Hellen Alves da Silva. 

Já fui Mick e Demoniaque 

Pra alguns fui Nique 

Sempre fui Mo e isso fazia confusão quando não era eu sendo chamada de amor 

As vezes estou Ana Paula

As vezes estou Monikellen 

Mas tenho gostado e preferido de ser Momo. 

Nasci e cresci dentro de um núcleo onde eu pude exercer a minha liberdade religiosa. 

Cresci falando Nam-Myo-Ho-Ren-Ge-Kyo

E mesmo sem entender 

Fazia meu coração bater. 

Nas férias ouvia os cantos de Jeová mas não sentia meu coração mudar e eu achava estranho aquele núcleo “familiar” 

Onde tudo é proibido e é absurdo questionar 

Mas curtia dormir com a Bíblia embaixo do travesseiro, livro de fantasias cheio de história de analogia! Muito maneiro! 

Parei de crescer e finalmente entendi a filosofia do sutra de lótus, posso dizer mesmo que compreendi, pois despertou conhecimentos apenas adormecidos dentro de mim. 

Achei a Felicidade e a Coragem em Diálogos com a Juventude é só então entendi que aquilo já tava em aqui

Literalmente tatuado

Compreendi a trindade da Fé, Prática e Estudo e a diferença de filosofia e religião 

Entendi o que é multiplicar o pão 

E analogias é só uma tradução pra fazer sentido e conexão 

Compreendi o humanismo por uma era de paz

Compreendi o Karma e que privilégio ter nascido no meio de mulheres com karmas tão fortes que me ajudaram a entender o meu

Conheci meus padrões

Daniel Minchoni

Daniel Minchoni é poeta, editor e slammer nascido em São Paulo (SP), onde viveu até os 17 anos. Em 1997, mudou-se para o Nordeste, onde iniciou sua carreira na poesia oral, participando de projetos como a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN e Poesia Esporte Clube, e foi um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Em 2006, retornou para a capital paulista e hoje se dedica a novos projetos, como o Sarau do Burro (criado em 2008 e onde é editor do selo Doburro) e o Menor Slam do Mundo (apresentado desde 2012). Foi professor de Poesia expandida, performance e voz na Casa das Rosas entre 2018 e 2022 e é professor formador do Slam Interescolar.

Como a poesia chegou na sua vida?

viver ainda vai me matar.

viver é uma benesse.

um biscoito da sorte recheio stress.

viver é travessia irregular que se desvia para fora de ser e de lugar

não é causa nem efeito e pra travessia não há jeito.

atravessar é fatal

só há um leito de lama e lodo no final

caí nessa travessia

sequer me perguntaram se eu queria

e de repente me vem poesia

querendo correr uma maratona por dia



tico e teco

tico e teco

tic e tac

tic e tac

tique e toc

tic e tac

‘tic tac o tempo vai passando e a gente aqui sentado no banquinho conversando’


viver ainda vai me matar.

viver é uma benesse.

um biscoito da sorte recheio stress.

viver é travessia irregular que se desvia para fora de ser e de lugar

não é causa nem efeito e pra travessia não há jeito.

atravessar é fatal

só há um leito de lama e lodo no final

caí nessa travessia

sequer me perguntaram se eu queria

e de repente me vem poesia

querendo correr uma maratona por dia


não sei o que me quer a poesia,

essa mulher que me fantasia e me consome

só sei que ela está a me levar e não sei o lugar onde ela se esconde

e se a sinto roçar

quando vou olhar ela já me some

esqueço até meu nome

é minha menina levada, danada,

estou sempre a perguntar sua morada

e ela me diz

muito maleducada:

não te direi

pois devo te lembrar

que és apenas um rapaz

um aprendiz

de mim

não sabes nada


eita poesia danada


(João Xavier)



Como você era antes da poesia?


Eu vivia isolado do mundo

Quando eu era vagabundo

Sem ter um amor

Hoje em dia eu me regenerei

Sou um chefe de família

Da mulher que eu amei

Linda, linda, linda, linda

Linda como um querubim

É formosa, cheirosa vaidosa

A rosa do meu jardim

Se tu fores na Portela

Gente humilde, gente pobre

Que traz o samba nas veias

O samba de gente nobre

Mas ela não sabe

Não sabe compadre, o que perdeu

Um amor sincero e puro

De um escuro igual ao meu

Se ela soubesse

Que o peito padece com a solidão

Não me negava seus beijos

E me dava o seu perdão


Alcides Lopes


Quem é você depois da poesia?


Minha cabeça passeia 

passada passareia

me arrisco

caminho em frente a tua casa

castanha

pra ver se chamo o brilho do teus olhos

todas as volta do mundo são pra você

plano contínuo sequência

mais ou menos 

saúdo tudo que te é, sagrada

eixo de rotação da minha lira

mar e sal, medo e som

sal e som

quando você gira e pira

eu beiro o piripaque

seu ritmo explode feito um atabaque

meu peito dissoa, destoa, passando mal

fora de tempo te fotografo

fora de foco

um retrato do meu desespero

seus olhos no espelho

pintados fechados rasgados

me falta luz

te sobra brilho, glitter, carnaval

te sobra esplendor

portanto quando você chega, esguia

me falta o ar

o argumento natural

me falta

minha cabeça fica a toa

rouba a brisa come a lombra

meu pensamento é sombra

da sua árvore

maçã

júpiter e saturno é teu signo

você tão gasosa me escapa 

mas me sai, tão carma

o meu, romeu

tento manter a missão

mas não posso

Minha cabeça de grua

faz cinema em tua rua

na hora que a lua se afasta 

e você chega, quasiquibêba, 

reluzente, brilhante e feliz

depois de uma puta noitada

café quente no bule

te espera o sorriso

como quem espera mais nada

um quase pôr do sol chapado 

em meu araripe

que terminou mais cedo

mas não deu, não foi

caçando assuntos pelos cafés da rua

você ainda traz um desenho 

mais completo da vida no bairro

um jeito meio errado de preferir pão na chapa da padaria da esquina 

do que uma fruta no prato

no quarto quentinho

como quem diz que a vida passeia

e passareia 

com os desenhos descalços dos teus pés

solas em todas calçadas

e a passarada assovia

e cada vez que tu encara

eles desviam olhar

que de fronte nem eu nem ninguém tem coragem

porque tudo se move ácido

como fosse mole, movediço 

e é só o desejo de tornar

qualquer caminhada tediosa

numa tela do dali.

você ainda jovem, 

pintando e pintada.

bonita pacaramba

e eu perdido pra variar.

mas ando pelo centro antigo

como quem esgueira 

e só por brincadeira,

virado no jiraya e

na madrugada vejo 

desenhos grandes

bonitos de vida. 

uma briga virada

cheia de machões e sarados

antes do cavaquinho do nelson tocar

o catador de latinhas 

com sua vara pescando 

na caçamba de recicláveis sustentos

se abraça com o fortão briguento

ambos assim como eu 

só querem carinho

é só querência e carentena

o artista que cruza o descuido

e constrói sua obra de protesto

naquilo que destrói do mais desprovido

o propósito

a água bebe a onça

o outro catador que encontra ouro de latinhas jogado no chão quase emocionado querendo juntar tudo sem que ninguém encontre divisão

dois poetas que observam sempre

e filosofam

e o passante que se autoriza pela fala

a ir de frente da tropa da polícia 

e oferecer uma flor

pra mostrar pros poetas 

como se encerra a guerra

enquanto tudo isso passa

você dorme tranquila,

em casa um sono quentinho

de quem nem liga pro que perde

pois é no sonho que mora o amor

mas mesmo sem bater os relógios

os nossos corpos se batem

e nesse contato de ossos, tato, 

os nossos corpos: lava, terra e mar

e como catástrofes naturais

cataclismas

tornamos o dia torto

trancado

da sala pro quarto em vendaval

e antes do dia nascer

nós já estamos grávidos

profundamente grávidos

gravidíssimos de toda gravidade do momento

e é pra vida inteira

e pra mais outra

tudo em dupla

queria me manter inteiro

mas o meu anterior é feito frangalhos


não sei o que me quer a poesia

nem dela o que quero de mim

só sei que seguiremos lutando

até que um de nós encontre o fim



poema:

POEMA DISCURSO DO FIDEL

E DO LULA PRA LER EM PIQUETE

OU MONUMENTO AO ESGOTAMENTO FONÉTICO


quem colocará fogo na neve?

se os poetas estão de greve.

querem um pouco de atenção,

reles migalhas do teu não.


quem falará o que não deve?

se as poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles formigas do teu pão.


quem deixará bigorna leve?

se is poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles farelos do teu chão.


quem tornará o longe breve?

se xs poetas estão em greve

querem um pouco de atenção,

reles fonemas do teu cão.


quem colocará o longe breve?

se os poetas estão de greve.

querem um pouco de atenção,

reles migalhas do teu cão.


quem falará fogo na neve?

se les poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles formigas do teu não.


quem deixará o que não deve?

se los poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles farelos do teu pão.


quem tornará bigorna leve?

se tus poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles fonemas do teu chão.


quem colocará bigorna leve?

se os poetas estão de greve.

querem um pouco de atenção,

reles migalhas do teu chão.


quem falará o longe breve?

se as poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles formigas do teu cão.


quem deixará fogo na neve?

se us poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles farelos do teu não.


quem tornará o que não deve?

se ils poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles fonemas do teu pão.


quem colocará o que não deve?

se lus poetas estão de greve.

querem um pouco do teu pão.

reles migalhas de atenção,


quem falará bigorna leve?

se the poetas estão em greve.

querem um pouco do teu chão. 

reles formigas de atenção,


quem deixará o longe breve?

se as poetas estão em greve.

querem um pouco do teu cão.

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se vós poetas estão em greve.

querem um pouco do teu não. 

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se voz poetas estão de greve.

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se as poetas estão em greve.

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se es poetas estão em greve

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reles formigas de atenção,


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se is poetas estão de greve.

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se uns poetas estão em greve

querem um pouco do teu pão. 

reles formigas de atenção,


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se as poetas estão de greve.

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reles farelos de atenção,


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se es poetas estão em greve.

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se es poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles farelos do teu cão.


quem tornará o longe breve?

se us poetas estão em greve.

querem um pouco de atenção,

reles fonemas do teu não.

(pão cão chão)

quinta-feira, 26 de março de 2026

Ajatoba

Como a poesia chegou na sua vida?

A poesia chegou na minha vida através da aula de português, com professor Acácio, na escola Alberto Conte que foi onde fiz o ensino médio. Ele chegou recitando Racionais. Eu sempre me interessei muito em ler, era algo que meu irmão especificamente, sempre me incentivou muito a fazer , então eu já tinha cruzado a poesia antes. Mas ela chegou mesmo na minha vida a partir desse dia. Foi no 1° ano do ensino médio. 

Como você era antes da poesia?

Antes da poesia eu era alguém que amava admirar quem fazia qualquer tipo ou forma de arte. Sempre foi algo que gostei muito em ouvir/ver. Transitava bastante em atividades culturais aonde dava. Música, desenho, pintura, artesanato, teatro.

Quem é você depois da poesia?

A poesia foi onde eu encontrei um lugar íntimo, onde tudo era válido, falar abertamente (ou não tanto assim) sobre qualquer assunto que se instalasse nos meus pensamentos, no meu corpo ou no meu coração. Foi também o "universo" que me fez conhecer muitas pessoas que hoje, não me vejo sem. Amigas e amigos também apaixonados pela palavra e pela escrita e que, todos convivem muito bem e ensinam muito sobre o que é estar e ser coletivo. A poesia me molda, me educa constantemente. Depois da poesia eu me tornei alguém que se permite pensar e refletir melhor sobre as situações e modos de viver e de conviver.

Os Que Nunca Foram Achados

Hoje faz parte de um dos dias da primavera.

Mas olha só, vou te contar um segredo

Se é que já não sabe

As marcas de gotas escuras no chão, dessa vez não são dos pés de amora

Mas talvez tenha a ver com os meninos

Sim, os meninos que pegavam as amoras

Os meninos não estavam lá também, afinal, não tinha amoras naquele dia

Fiquei me perguntando onde estavam 

O que faziam

Já não era hora da escola e não estavam em suas casas

As casas eram assustadoras demais para estarem antes que suas mães brigassem para que voltassem por estar tarde demais

Mas isso, quando tinham mães 

Ou quando as mães podiam estar em suas casas a noite pra notarem que os meninos, ainda não estavam lá 

Parecia que também não estavam nas ruas

Assim, como dizem… Brincando, correndo…

Só se estivessem brincando talvez de pique-esconde

Na quebrada é bom, tem muito lugar escondido pra se esconder

Dá certo, se nem o Estado achou, é lá que devem estar

Mas ainda não sei

Acho que talvez não estejam brincando

Eu sei, porquê, aos 16 eu também já não brincava mais dessas coisas

Mas talvez, pode ser que esqueceram de sair

É… Talvez, tenham entrado nesses lugares aos 10, aos 9, talvez aos 12 e queriam ser os últimos a serem achados

E daí ficaram lá, se mantiveram por lá 

Porque se saíssem, sabiam que não iam ganhar

O lugar do pique era muito longe e o pegador estava ao lado do pique, guardando caixão

O pegador o tempo todo vigilante 

É, com certeza estão escondidos nos lugares escondidos que nem o Estado achou.

E daí, eles tiveram que entreter o tempo porque ainda, mesmo escondidos, ainda sentem fome, sentem sede, sentem dores, sentem sono, muito sono

E um dia, de tanto sono, dormiram

E acordaram no susto

Porque quem achou não foi o pegador

Foram os homens do estado

Entraram no lugar errado, pegaram os meninos errados

E quem pegou não foi a mão, mas era uma bala

Só que essa não era nenhum pouco doce

É que o Estado descobriu o lugar escondido

Que tanto que pediam pra achar

Que tanto pediam pra olhar

Que tanto pediram pra melhorar

Nesse dia eles acharam

Mas acharam os meninos errados.

Acharam os meninos desconcertados pelo descaso desajustado que eles decidiram esquecer 

Poucos minutos antes, os meninos lembraram porque se esconderam e ficaram sem reação 

É que o pegador, eram os homens do estado

Mas no dia seguinte, a gente sabe quem foi que guardou o caixão.

Dalmnus

Como a poesia chegou na sua vida?

Na época de escola, lendo alguns livros e também num caderno de versos que minha prima tinha. Me encantava os sons das palavras parecidos a cada final de linha. E a escrita veio também em época de escola, ali no ensino médio, comecei a rabiscar algumas coisas. E a primeira vez num sarau e declamando foi num cursinho pré vestibular, uma poesia que escrevi ali na hora e foi uma sensação boa de estar onde deveria estar.

Como você era antes da poesia?

Um maninho de periferia, que gostava de jogar bola, entre outras coisas da época, e nessa fase escolar gostava de aprender, gostava de ler, gostava de estudar. Ainda não tinha noção do que era a poesia e como ela faria parte de mim e como poderia ver o mundo de outra forma.

Quem é você depois da poesia?

Alguém que sabe da importância de escrever. Se expressar através das palavras, sejam elas rimadas ou não. E quando se propõe a ir além do seu mundo particular, quando compartilha seus versos com o mundo
entender que pode tanto tocar como afetar as pessoas de alguma forma, seja positiva ou negativa. Não se censurar. Mas saber que mesmo no sentir, se compartilhado há uma responsabilidade ali, um cuidado. Tempo é algo muito precioso, se quer que alguém dedique tempo de vida pra te ler ou ouvir, há uma responsabilidade ali. É traduzir pensamentos e sentimentos em versos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sarau Fluxo Poético com Sergio Vaz encerra exposição no Museu das Favelas

Alô, alô, poetas das quebradas de SP!

É hora de celebrar a vida e a obra de um dos grandes nomes da literatura periférica brasileira.

No dia 21 de fevereiro, às 15h, acontece o Sarau Fluxo Poético com Sergio Vaz, no Museu das Favelas, no Centro Histórico de São Paulo.

O microfone será aberto ao público e as inscrições acontecem na hora. É chegar, colocar o nome e declamar. Um encontro para celebrar a força da palavra, da coletividade e das expressões culturais periféricas.

O sarau faz parte da programação especial de encerramento da exposição “Fluxo Poético – Sergio Vaz: O Poeta da Periferia”, que celebra mais de 35 anos de trajetória do poeta e segue em cartaz até 22 de fevereiro.

Poeta, cronista e agitador cultural, Sergio Vaz construiu uma obra marcada pela oralidade, pelo território e pela potência da periferia como linguagem viva.


📍 Serviço

📅 21 de fevereiro (sábado)
🕒 15h
📍 Museu das Favelas — Largo Páteo do Colégio, 148 — Centro Histórico (SP)
🎟️ Entrada gratuita — retire no Sympla ou diretamente na recepção (sujeito à lotação)


🎙️ Quer saber mais sobre as iniciativas das periferias?
Acesse nossas redes, curta e compartilhe!
Rádio Mixtura — a sua rádio da nossa quebrada! 🎧

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

O Sarau Verso em Versos agradece profundamente a todas as pessoas que fizeram deste encontro realizado no sábado, dia 11 de outubro, um momento inesquecível.


O Sarau Verso em Versos agradece profundamente a todas as pessoas que fizeram deste encontro realizado no sábado, dia 11 de outubro, um momento inesquecível.
Foi mais que um evento: foi reencontro, memória, afeto e resistência.
Vivemos sorrisos largos, lágrimas sinceras, abraços demorados e poesia viva.
Reunimos gerações, fortalecemos o território e provamos, mais uma vez,
que quando a quebrada se organiza, ela cria beleza, nutrição para o corpo, para a alma e para o futuro.

Agradecimentos especiais:
Aos poetas, MCs, músicos e artistas que trouxeram sua voz e sua alma.
Aos empreendedores, artesãos e fazedores da nossa feira de economia solidária potente e bela.
À família do Organicamente Rango, comandado por nossa matriarca, mestra e chef Tia Nice, pelo alimento que sustenta os encontros e reencontros.
À Agência Solano Trindade, casa que acolhe, protege e semeia cultura.
Ao público, amigos antigos, novos parceiros, famílias e crianças pela presença que dá sentido a tudo.

Tivemos também a honra de contar com a presença do nosso irmão, mestre e padrinho Sergio Vaz, que, com seu olhar e respeito pela quebrada, enalteceu ainda mais nosso movimento.
Sem sua generosidade e construção de mais de 30 anos, o nosso caminho talvez nem existisse. Sua escuta atenta e sua admiração inspiram a cada uma e cada um, e reforçam que este sarau segue no caminho certo: o da palavra viva e coletiva.

Cada verso, cada melodia, cada silêncio, partilhados e recebidos, fizeram valer os 13 anos de caminhada do Verso em Versos.
Seguimos porque acreditamos: presença também é poesia.

Nos vemos no próximo verso.
Coletivo Sarau Verso em Versos

 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

🎤 Joh Contenção no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango

🎤 Joh Contenção no Sarau Verso em Versos


📍 Agência Solano Trindade – Campo Limpo
🗓️ Sábado, 11 de outubro de 2025
🕛 Das 12h às 22h

Joh Contenção é rapper e poeta da Zona Sul de São Paulo. Desde 2016, transforma vivências das ruas e crítica social em música com autenticidade, lirismo e peso urbano.

Com um estilo que mistura consciência e sensibilidade, vem se consolidando como uma das vozes mais potentes da nova geração.

Entre seus destaques estão os singles:
🎵 1987 (com Damaz e DALMNUS)
🎵 É Isso
🎵 De Volta pra Casa
🎵 Nada Muda – colaboração com Cocão Avoz, que reforça sua identidade combativa e reflexiva.

A presença de Joh no Sarau Verso em Versos é encontro com a verdade que pulsa na quebrada, com poesia que é resistência.

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🍛 Programação do dia:

Feira de Economia Solidária

Discotecagem

Roda de Poesia

Apresentações Livres

🌐 www.versoemversos.com.br

📚 Augusto Cerqueira no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos

📚 Augusto Cerqueira no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos

📍 Agência Solano Trindade – Campo Limpo
🗓️ Sábado, 11 de outubro de 2025
🕛 Das 12h às 22h

Augusto Cerqueira é poeta, educador e livreiro. Com duas décadas de atuação na cena literária de São Paulo, sua trajetória se entrelaça com o fortalecimento da palavra como ferramenta de transformação social e cultural.

É autor da trilogia Na Década de Dez, um mergulho poético sobre as vivências urbanas, o tempo presente e as camadas da subjetividade periférica. Sua obra traduz o encontro entre o cotidiano e o imaginário, entre a resistência e o afeto.

Cerqueira é presença marcante nas rodas de poesia, nos espaços de formação e nas articulações que conectam literatura e território. No Verso em Versos, compartilha sua voz e trajetória num momento de celebração e escuta coletiva.

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Programação do dia:

🛍️ Feira de Economia Solidária
🎧 Discotecagem
🎤 Roda de Poesia
🎭 Apresentações Livres

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Convide quem fortalece!
Aqui, presença também é poesia.
🌐 www.versoemversos.com.br

📚 Isac Andrade no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango

📚 Isac Andrade no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango

📍 Agência Solano Trindade – Campo Limpo

🗓️ Sábado, 11 de outubro de 2025

🕛 Das 12h às 22h

(Ponto de referência: Terminal de ônibus Campo Limpo)


🔥 Isac Andrade é professor, escritor e mestre de cerimônia. Um dos anfitriões do Sarau Verso em Versos, integra também a antologia poética do coletivo. É autor do livro Coletivo Cotidiano, onde sua escrita potente reflete os dramas humanos e a desigualdade social numa São Paulo pouco acolhedora para quem é "da ponte pra cá".


Com presença marcante nas rodas de poesia e espaços de educação popular, Isac costura palavras que atravessam, acolhem e questionam. Sua atuação conecta literatura e território com escuta e compromisso.


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🎉 Em 2025, o Sarau Verso em Versos completa 13 anos de poesia, arte e vivência na quebrada, e nesta edição especial também celebramos os 7 anos do restaurante Organicamente Rango, símbolo de afeto, alimentação consciente e resistência cultural.


🛍️ Feira de Economia Solidária

🎧 Discotecagem

🎤 Roda de Poesia

🎭 Apresentações Livres

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Convide os amigos, a família e venha viver esse encontro de memórias e afetos.

Aqui, presença também é poesia.


🌐 www.versoemversos.com.br

🎤 Denises no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango

🎤 Denises no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango

📍 Agência Solano Trindade – Campo Limpo
🗓️ Sábado, 11 de outubro de 2025
🕛 Das 12h às 22h

Denises é cantora e compositora. O amor e suas nuances são o fio condutor da sua arte, que é colocada no mundo através de uma voz marcante e letras intensas. Há 15 anos circula pelos palcos do país com seu trabalho autoral, encantando diferentes públicos com sua sensibilidade e força artística.

🎉 Em 2025, o Sarau Verso em Versos completa 13 anos de poesia, arte e vivência na quebrada, e nesta edição especial também celebramos os 7 anos do restaurante Organicamente Rango, símbolo de afeto, alimentação consciente e resistência cultural.

🛍️ Feira de Economia Solidária
🎧 Discotecagem
🎤 Roda de Poesia
🎭 Apresentações Livres

Convide os amigos, a família e venha viver esse encontro de memórias e afetos.
Aqui, presença também é poesia.

🌐 www.versoemversos.com.br

📚 Thiago Peixoto no Sarau Verso em Versos – Lançamento do livro Teimosia

📚 Thiago Peixoto no Sarau Verso em Versos – Lançamento do livro Teimosia


📍 Agência Solano Trindade – Campo Limpo
🗓️ Sábado, 11 de outubro de 2025
🕛 Das 12h às 22h

Thiago Peixoto é poeta, comunicador e articulador cultural, com 14 anos de atuação na literatura periférica contemporânea. É diretor de comunicação do grupo Baderna e um dos idealizadores dos coletivos Slam do 13 e Poetas Ambulantes, referências em performance poética e ativismo urbano.

É autor de quatro livros:
• Embrionários Versos Revolucionários (2013)
• Passageiro da linha tênue (2015)
• Disperso (2019)
• Teimosia (2025)

Seus livros já somam mais de 3 mil exemplares vendidos de forma totalmente independente, direto das mãos do autor para o público, em ruas, praças, bares e eventos culturais da cidade.

Em 2024, foi reconhecido com o Prêmio Cultura Viva da Prefeitura de São Paulo, por sua contribuição à efervescência cultural da cidade.

Nesta edição especial do Sarau Verso em Versos, vamos celebrar o lançamento de Teimosia, seu mais novo livro, que reafirma a força da palavra viva da periferia.

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Programação do dia:

🛍️ Feira de Economia Solidária
🎧 Discotecagem
🎤 Roda de Poesia
🎭 Apresentações Livres

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Convide quem fortalece.
Aqui, presença também é poesia.

🌐 www.versoemversos.com.br

📚 Aline Anaya no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango

📚 Aline Anaya no Sarau Verso em Versos – Edição Especial 13 Anos + 7 Anos do Organicamente Rango


📍 Agência Solano Trindade – Campo Limpo
🗓️ Sábado, 11 de outubro de 2025
🕛 Das 12h às 22h
(Ponto de referência: Terminal de ônibus Campo Limpo)

🔥 Aline Anaya é escritora, educadora e mestre de cerimônia. É uma das anfitriãs do Sarau Verso em Versos e sua trajetória transita por diversas linguagens, entre palavras e imagens. Já assinou direções de arte, participou de videoclipes e deu corpo à vídeo-poesia Ainda é sobre amor.

Sua escrita, atravessada por afetos e territórios, está presente em diversas antologias, entre elas a do próprio Verso em Versos, onde reafirma a força da palavra como ponte, presença e transformação.

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🎉 Em 2025, o Sarau Verso em Versos completa 13 anos de poesia, arte e vivência na quebrada, e nesta edição especial também celebramos os 7 anos do restaurante Organicamente Rango, símbolo de afeto, alimentação consciente e resistência cultural.

🛍️ Feira de Economia Solidária
🎧 Discotecagem
🎤 Roda de Poesia
🎭 Apresentações Livres

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Convide os amigos, a família e venha viver esse encontro de memórias e afetos.
Aqui, presença também é poesia.

🌐 www.versoemversos.com.br