Transformação

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Entrevista com poetas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

MUDAS | falas são sementes em germinação - Slam das Minas SP

Quando uma mulher escreve, uma revolução se inicia. Quando muitas mulheres escrevem numa antologia, a revolução está em pleno curso.

Foto: divulgação
Vinte e cinco mulheres plantaram suas poesias em Mudas | falas são sementes em germinação (Conecta Brasil, 2018), uma compilação organizada pela coletiva Slam das Minas SP, batalha de poesias itinerante de São Paulo.

Na coletânea as poetas falam das muitas maneiras de ser mulher. Se você me permitir um clichê, elas falam sobre a dor e a delícia de se ser. Versam sobre religiosidade, origens, coletividade, solidão, protagonismo, saúde mental, representatividade, masturbação, afeto, maternidade... São textos que cultuam o feminino e nos demonstram que tudo nele é sagrado, até o que for profano.

Nomes conhecidos da cena - grandes na singularidade, maiores no coletivo - compõem a publicação. Entre elas, Pam Oliveira, Aline Anaya, Jade Quebra, Mariana Felix, Carolina Peixoto, Thata Alves, Rayane Leão, Mel Duarte, Luz Ribeiro...

A capa é da Negahamburguer, artista conhecida pelo projeto Beleza Real, e a apresentação da Tatiana Nascimento, poeta, slamer e uma das articuladoras do Slam das Minas do DF - primeiro slam onde só minas falam, uma forma de acolher e fortalecer elas nesse rolê. 

O livro é um lembrete de que "a história do mundo saiu de um útero" e que o feminino não é só o futuro, mas também o presente.

Pra saber mais: Slam das Minas SP

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