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Mais do que nunca precisamos da ajuda de todos, a sede da Quilombaque está na mira da especulação imobiliária.
Não podemos perder nosso espaço, tantas memórias construídas e fortalecidas ali.
Compartilhem e se puderem contribuiam financeiramente.
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Dexter grava vídeo clipe Voz Ativa uma das músicas mais clássicas e de grande impacto do grupo de rap Racionais MC e nesta musica tem participação de Djonga, Cujuja BC!. Dj Kl Jay e DJ will.
Música lançada originalmente no EP Escolha o Seu Caminho, em 1992, em versões de estúdio, remix e a capella, pelos Racionais MC's.
Direção: João Wainer, Mailson Soares e Ricardo Souza
Quando essa musica tocou na da periferia de São Paulo para o mundo principalmente na comunidade negra foi uma grande virada de chave de poder, de orgulho, de auto estima, de quer saber mais, de nunca desistir independente das dificuldade, de ir sempre a luta, de pensar no coletivo, de exigir tudo de qualidade saúde, educação, alimentação. moradia, saneamento básico, esporte e cultura
Escreva nos comentários o que você sentiu a primeira vez que você escutou essa música
Ficha técnica:
Autores: Racionais MC’s (Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e DJ KL Jay)
Regravação: Dexter, Djonga e Coruja BC1
Batida: KL Jay e DJ Will
Direção: João Wainer, Mailson Soares e Ricardo Souza
Direção de Fotografia: Mailson Soares
Steady Cam: Gustavo Morozini
Primeiro assistente de câmera: Murilo Magalhães
Segundo assistente de camera: Rafaela Arcushin
Elétrica: Vagnão
Produtora: Sindicato Paralelo
Produção Executiva: Roberto T. Oliveira
Direção de Produção: Felip Silva
Montagem: Gabriel Barbosa e Ricardo Souza
Design: Bruno Ronzani
Color Grading: Diogo Comum
Pós Produção: Butterfly Coletivo
Fotografia adicional: Fabio Freitas/Cine Kordel/João Wainer
Edição de Introdução: DJ Loo
Produtor Dexter: Clayton Vaz
Fotos: Léo Muniz
Van: Motorista Nenê
Con(fundindo) escrita e vivência, o escritor periférico articula a sabedoria oral dos anciões pitorescos que habitam em toda “quebrada” brasileira com os cânones da literatura do Brasil e do mundo, seja no verso seja na prosa. Ademais, esse tipo de literatura, como qualquer outra, é uma materialização coletiva em que existe íntima comunicação entre o autor, o texto, o leitor, e o lugar de onde a obra parte, isto é, a comunidade em que ela se insere. Dessa maneira, até mesmo uma paródia é apresentada como traço de erudição pelos poetas dos becos e das vielas. Como nos versos de Akins Kintê, o poeta-feirante (aquele que sempre leva um livro na algibeira pronto para manguear e continuar a divulgação da própria arte).Em 2011, Luan Luando mandava buscar verdades sequestradas da população negra brasileira por meio do livro “Manda busca”, em que descarregou poemas cortantes para desnudar o discurso da “democracia racial”, que tanto assolou, e continua a assolar, o cidadão marginalizado pela dinâmica da “meritocracia”, a qual faz sentido apenas entre – e para – as camadas mais abastadas da população. E o cidadão, cujo desenvolvimento foi sufocado por políticas que não visavam transcender a sua condição de marginalizado, é o indivíduo negro. O mesmo negro que julgaram incompetente e pouco produtivo para viver sob a égide do Capitalismo, sendo, assim, substituído pela mão de obra europeia que, de acordo com a mentalidade eugenista da época, expurgaria em três gerações a mácula negra na biografia do Brasil.